segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Hubble captura colisões de galáxias!

O Space Telescope Science Institute em Maryland, nos EUA, divulgou 59 novas imagens do Telescópio Espacial Hubble nesta quinta-feira para celebrar 18º aniversário de seu lançamento.

É um novo atlas do Hubble que ilustra como as colisões galácticas produzem uma memorável variedade de estruturas intrincadas nunca vistas antes em detalhes, segundo o Instituto.

As imagens são uma maneira de olhar para o passado. Leva centenas de milhões de anos para galáxias se fundirem e a luz de suas estrelas viajou por centenas de milhões de anos através do espaço.

O fato da órbita do telescópio estar fora da atmosfera da Terra, as câmeras do Hubble podem gerar imagens extremamente precisas.

Mas o futuro do equipamento é controverso, pois requer reparos regulares por astronautas para permanecer em condições de funcionamento. Depois do desastre da nave espacial Columbia em 2003, uma missão de reparos programada para o ano seguinte foi cancelada.

A NASA estava planejando abandonar o telescópio, extremamente popular entre os astrônomos. Depois de protestos a Agência Espacial dos EUA voltou atrás na sua decisão e uma nova missão de reparos do Hubble está planejada para Agosto.

Está programado para 2013 o lançamento do Telescópio Espacial James Webb, que substituirá o Hubble.

6050/IC NGC 1179 (Arp 272) é um notável colisão entre duas galáxias em espiral, NGC 6050 e IC 1179, e faz parte da galáxia Hercules Cluster, localizada na constelação de Hércules. O aglomerado de galáxias é parte da Grande Muralha da aglomerados e superaglomerados, a maior estrutura conhecida no Universo. As duas galáxias espirais estão ligadas através de seus braços em turbilhão. Arp 272 está a cerca de 450 milhões de anos-luz de distância da Terra e é o número 272 no Atlas Arp de Galáxias Peculiares. Esta imagem é parte de uma grande coleção de 59 imagens de galáxias que se fundem tomadas pelo telescópio espacial Hubble e divulgada na ocasião do seu 18 º aniversário em 24 de abril de 2008.

Fonte : http://www.reuters.com/article/idUSN2443404420080424?feedType=RSS&feedName=scienceNews&pageNumber=1&virtualBrandChannel=0

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Hubble Deep Field


Uma espiada numa pequena parte do céu, mas um gigantesco salto para trás no tempo. O telescópio Hubble forneceu o mais siginicante, uma visão mais detalhada do universo visível.         

 O Hubble Deep Field (HDF) (em português pode ser traduzido como Campo Profundo Observável do Hubble) é uma vista de uma pequena região do hemisfério celestial norte, baseada no resultado de uma série de observações do Telescópio Espacial Hubble. Ao todo, cobre uma área do céu de 144 segundos de arco, esse equivalente angular é o mesmo de uma bola de tênis vista a uma distância de 100 metros; A composição final foi montada através de 342 exposições em separado tiradas com a câmera Wide Field and Planetary Camera 2 do Telescópio Hubble ao longo de 10 dias, entre 18 de Dezembro e 28 de Dezembro de 1995.
        O angulo de visão é tão reduzido que apenas aparecem visíveis algumas estrelas da Via Láctea; praticamente todos os 3,000 objectos visíveis na imagem são galáxias, entre as quais encontram-se algumas das mais recentes e mais distantes conhecidas até à data. A revelação deste número elevado de galáxias recém-formadas tornou o HDF uma imagem de referência no estudo da formação do universo, já tendo sido a fonte de praticamente 400 publicações científicas desde a sua criação.
       Três anos após as observações do HDF, a região do hemisfério celestial sul foi fotografada seguindo um método semelhante, ao qual se deu o nome Hubble Deep Field Sul. As semelhanças entre as duas regiões levaram os cientistas a acreditar que o Universo é uniforme em largas escalas e que o planeta Terra ocupa uma região típica no universo (o princípio cosmológico). No ano 2004 seria criada uma imagem ainda mais profunda, designada Hubble Ultra Deep Field, com um total de 11 dias de observação.
Os vídeos demonstram como foi capturada essa imagem do HDF.